Apesar de a minha intervenção neste blogue ter sido, nos últimos tempos, traída pela que vou fazendo no Facebook (para além da que faço no contacto pessoal, intensificada nas últimas semanas), este blogue não poderia deixar de marcar presença nesta importante batalha que se aproxima.
Por isso, aqui fica o apelo: por uma política patriótica e de esquerda, pela ruptura com o caminho de desgraça a que 35 anos de políticas de direita nos têm conduzido: VOTA CDU!
É já no próximo Domingo, Com toda a confiança.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
BMEL - Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço
É provável que aqui refira várias vezes o quão superior a Guarda me parece como cidade relativamente à outra mais povoada, mais endinheirada e com mais brilho de luzes mas muito mais caciquista e parada no tempo das mentalidades que é Viseu, onde esta linha estacionou durante alguns anos. Aqui direi, provavelmente, várias vezes que nessa paragem de anos o sentimento nunca foi o da vontade de ficar e criar raízes. Na Guarda, respira-se outro ar. A cidade está viva e mexe. Chama por nós e acolhe-nos. Convida-nos a ficar. Pelo menos agora, é o que sinto. E nem no período da novidade (em que outras novidades e grandes e positivas mudanças poderiam ter ajudado a criar este sentimento) Viseu, apesar de algumas qualidades objectivas, foi capaz de me dizer "fica, és bem-vindo". Adiante. A isto voltarei.
Mas hoje não quero deixar de lamentar que uma cidade com uma vida cultural tão interessante tenha uma biblioteca municipal (BMEL) com um horário tão reduzido. Encerra às Segundas, Sextas e Sábados de manhã e, mesmo nos outros dias, só abre a partir das 10h. Estamos numa capital de distrito.
Falta de pessoal, argumenta o responsável, justificando com as muitas tarefas que desempenham os poucos funcionários e que obrigam aos períodos de encerramento. Não tenho razões para duvidar. Mas Viseu, com uma vida cultural pouco mais que miserável, bate a Guarda neste aspecto, com a sua biblioteca de horário alargado, funcionários suficientes e muito espaço. Embora mais feiota e sem o enquadramento paisagístico da BMEL, funciona. E a BMEL tem estas lacunas graves (e já não me refiro o ridículo espaço para estacionamento, poderá sempre argumentar-se que o mais saudável é ir a pé ou nos TUG...).
É verdade que Viseu terá, certamente, um orçamento maior e que, não investindo noutras áreas da cultura, tem de sobra para a biblioteca. É verdade que a Lei das Finanças Locais e a estocada que foi este desgraçado OE para 2011 que o PS, o PSD e o lamentável Cavaco nos impingiram reduziram em muito a margem de manobra das câmaras municipais, e a da Guarda não é excepção.
Mas uma melhor gestão dos recursos e do orçamento disponível é possível, e a BMEL, com mais dois ou três trabalhadores, seria um espaço de estudo e de estímulo ao pensamento, um espaço belo, como já é, mas também funcional. Até lá, é uma biblioteca a meio gás.
Mas hoje não quero deixar de lamentar que uma cidade com uma vida cultural tão interessante tenha uma biblioteca municipal (BMEL) com um horário tão reduzido. Encerra às Segundas, Sextas e Sábados de manhã e, mesmo nos outros dias, só abre a partir das 10h. Estamos numa capital de distrito.
Falta de pessoal, argumenta o responsável, justificando com as muitas tarefas que desempenham os poucos funcionários e que obrigam aos períodos de encerramento. Não tenho razões para duvidar. Mas Viseu, com uma vida cultural pouco mais que miserável, bate a Guarda neste aspecto, com a sua biblioteca de horário alargado, funcionários suficientes e muito espaço. Embora mais feiota e sem o enquadramento paisagístico da BMEL, funciona. E a BMEL tem estas lacunas graves (e já não me refiro o ridículo espaço para estacionamento, poderá sempre argumentar-se que o mais saudável é ir a pé ou nos TUG...).
É verdade que Viseu terá, certamente, um orçamento maior e que, não investindo noutras áreas da cultura, tem de sobra para a biblioteca. É verdade que a Lei das Finanças Locais e a estocada que foi este desgraçado OE para 2011 que o PS, o PSD e o lamentável Cavaco nos impingiram reduziram em muito a margem de manobra das câmaras municipais, e a da Guarda não é excepção.
Mas uma melhor gestão dos recursos e do orçamento disponível é possível, e a BMEL, com mais dois ou três trabalhadores, seria um espaço de estudo e de estímulo ao pensamento, um espaço belo, como já é, mas também funcional. Até lá, é uma biblioteca a meio gás.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O futuro também passa por aqui
No distrito da Guarda, são nada menos que 29 as freguesias onde a votação em Francisco Lopes foi igual ou superior à média nacional em termos percentuais (7,14%). Se, nalguns casos, há uma descida relativamente aos resultados de Jerónimo de Sousa em 2006, noutros há subidas fulminantes - casos de Rocamondo, Avelãs da Ribeira ou Codesseiro, no concelho da Guarda (curiosamente, freguesias vizinhas) ou de Águas Belas e Vale Longo, no concelho do Sabugal, entre outras.
Mas mais importante é a subida em nº absoluto de votos em muitas freguesias, casos de Rocamondo (+ 500% de votos), Avelãs da Ribeira (+150%), Ramela (+100%), Águas Belas (+75%), Codesseiro (+57%) ou Alvendre (+50%), sendo de destacar a freguesia de Vila Garcia, no concelho da Guarda que, não tendo chegado à média nacional, teve um aumento de nº de votantes de 900%.
São várias dezenas de novos votantes, muitos eleitores que perceberam, pela primeira vez, o que está em causa, quem os defende e que um outro rumo é possível, aquele que a candidatura de Francisco Lopes propôs, aquele que a luta dos comunistas continuará a apresentar, para um futuro que também passa por aqui.
Mas mais importante é a subida em nº absoluto de votos em muitas freguesias, casos de Rocamondo (+ 500% de votos), Avelãs da Ribeira (+150%), Ramela (+100%), Águas Belas (+75%), Codesseiro (+57%) ou Alvendre (+50%), sendo de destacar a freguesia de Vila Garcia, no concelho da Guarda que, não tendo chegado à média nacional, teve um aumento de nº de votantes de 900%.
São várias dezenas de novos votantes, muitos eleitores que perceberam, pela primeira vez, o que está em causa, quem os defende e que um outro rumo é possível, aquele que a candidatura de Francisco Lopes propôs, aquele que a luta dos comunistas continuará a apresentar, para um futuro que também passa por aqui.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Sortelha
Sortelha, 24 de Janeiro de 2011. Dia de semana. Aldeia deserta. Algumas casas reconvertidas em abrigos de fim-de-semana, para quem gosta e volta. Outras em turismo rural, para quem gosta mas talvez não volte. Outras ainda, muito menos, habitações permanentes dos poucos habitantes que restam dentro das muralhas. A maior parte moram fora. Fora das muralhas, alguns. Outros, fora do país, fora dentro do país, desenraizados à força.
Hoje, dia de semana, dia de Inverno - ainda que belíssimo - os resistentes que costumam receber os visitantes convidando-os a conhecer o seu artesanato, os seus produtos locais, a sua hospitalidade convertida de repente em ganha-pão, não estavam. A aldeia estava fechada, compreende-se. Compreende-se muito menos que o posto de turismo estivesse fechado. Na sua simplicidade, sem perceber completamente o interesse citadino por aquelas pedras, vivem com a dualidade de ver a desgraça e o abandono da agricultura, da produção - e também da reprodução -, da vitalidade, das casas, da esperança, coexistir com um interesse turístico pelas marcas de um passado duro. E procuram viver com isso, tentando juntar às míseras reformas algo mais com esta contradição. De pouco serve. O retorno é magro. Os apoios e o investimento, depois da requalificação, vêm sob a forma de cortes nos medicamentos, estagnação das pensões, serviços de saúde cada vez mais parcos e longínquos... A lista é longa, e a tristeza é densa. A resignação também.
E as belas e imensas penedias que circundam a aldeia, com o seu potencial turístico mas também agrícola e pecuário, completamente abandonadas.
Completamente? Não. A toda a volta, em todas as cristas e elevações, um multidão de aerogeradores invade a paisagem. É impossível descansar os olhos de tal aberração. Poderiam significar mais emprego, melhores remunerações, o retorno da juventude à terra. Mas não. Não significam sequer uma energia mais barata, nem ali nem em lado nenhum.
Como um símbolo, estão ali para lembrar que, com estes governos desgraçados, com estes presidentes da república desgraçados, é o grande capital que manda. Que os cavacos e sócrates se estão completamente marimbando para a desertificação, e que até a agradecem porque os amigos precisam daquelas penedias para continuar a aumentar exponencialmente as suas fortunas. Parques eólicos, barragens, campos de golfe... o "interior" serve-lhes para muita coisa. E pessoas, só as essenciais para fazer funcionar a coisa.
E, no entanto, Sortelha, como a maior parte das aldeias desertificadas deste país - pelo menos a Norte do Tejo - lá deu, ontem mesmo, o seu contributo para a reeleição de um dos maiores responsáveis pela sua desgraça...
Hoje, dia de semana, dia de Inverno - ainda que belíssimo - os resistentes que costumam receber os visitantes convidando-os a conhecer o seu artesanato, os seus produtos locais, a sua hospitalidade convertida de repente em ganha-pão, não estavam. A aldeia estava fechada, compreende-se. Compreende-se muito menos que o posto de turismo estivesse fechado. Na sua simplicidade, sem perceber completamente o interesse citadino por aquelas pedras, vivem com a dualidade de ver a desgraça e o abandono da agricultura, da produção - e também da reprodução -, da vitalidade, das casas, da esperança, coexistir com um interesse turístico pelas marcas de um passado duro. E procuram viver com isso, tentando juntar às míseras reformas algo mais com esta contradição. De pouco serve. O retorno é magro. Os apoios e o investimento, depois da requalificação, vêm sob a forma de cortes nos medicamentos, estagnação das pensões, serviços de saúde cada vez mais parcos e longínquos... A lista é longa, e a tristeza é densa. A resignação também.
E as belas e imensas penedias que circundam a aldeia, com o seu potencial turístico mas também agrícola e pecuário, completamente abandonadas.
Completamente? Não. A toda a volta, em todas as cristas e elevações, um multidão de aerogeradores invade a paisagem. É impossível descansar os olhos de tal aberração. Poderiam significar mais emprego, melhores remunerações, o retorno da juventude à terra. Mas não. Não significam sequer uma energia mais barata, nem ali nem em lado nenhum.
Como um símbolo, estão ali para lembrar que, com estes governos desgraçados, com estes presidentes da república desgraçados, é o grande capital que manda. Que os cavacos e sócrates se estão completamente marimbando para a desertificação, e que até a agradecem porque os amigos precisam daquelas penedias para continuar a aumentar exponencialmente as suas fortunas. Parques eólicos, barragens, campos de golfe... o "interior" serve-lhes para muita coisa. E pessoas, só as essenciais para fazer funcionar a coisa.
E, no entanto, Sortelha, como a maior parte das aldeias desertificadas deste país - pelo menos a Norte do Tejo - lá deu, ontem mesmo, o seu contributo para a reeleição de um dos maiores responsáveis pela sua desgraça...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A mudança necessária
O próximo Domingo é de esperança. Esperança na mudança necessária com o voto em Francisco Lopes. O povo tem nas suas mãos a possibilidade de mudar o rumo devastador que lhe tem sido imposto. É a cada um dos eleitores, em consciência, que lhe cabe decidir se quer essa mudança.
Mas, seja qual for o resultado, dia 24 cá estaremos. Porque a luta continua.
Mas, seja qual for o resultado, dia 24 cá estaremos. Porque a luta continua.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Ai, o Facebook!
O Facebook tirou actividade aos blogues, a avaliar pelas experiências cá de casa. Apesar de os blogues serem muito mais versáteis, mais amplos, mais pessoais, mais próprios de um diário, com espaço para reflectir e partilhar as reflexões, onde se pode partilhar quase tudo, a hipótese de publicar de rajada impressões e informações que urge fazer chegar rapidamente a um grande número de pessoas é tentadora no Facebook.
Bom... pelo menos para mim, que tenho - mea culpa! - uma pequenina clientela blogueira (embora de grande qualidade!), nada que se compare com alguns dos excelentes blogues aqui da lista ao lado...
E nestes dias em que é urgente fazer chegar a verdade ao máximo possível de amigos, de conhecidos, de menos conhecidos - e a verdade que urge dizer é a da única altenativa, patriótica e de esquerda, para a mudança que constitui o voto em Francisco Lopes -, o Facebook leva a melhor. Mas aqui voltarei.
Bom... pelo menos para mim, que tenho - mea culpa! - uma pequenina clientela blogueira (embora de grande qualidade!), nada que se compare com alguns dos excelentes blogues aqui da lista ao lado...
E nestes dias em que é urgente fazer chegar a verdade ao máximo possível de amigos, de conhecidos, de menos conhecidos - e a verdade que urge dizer é a da única altenativa, patriótica e de esquerda, para a mudança que constitui o voto em Francisco Lopes -, o Facebook leva a melhor. Mas aqui voltarei.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Linhas de esperança - Francisco Lopes
E porque este blogue estará sempre onde houver linhas de esperança para seguir, vai votar Francisco Lopes. Votar em qualquer outro candidato é ceder à resignação, é aceitar que as desgraças que este governo e seus aliados nos despejam diariamente em cima sem titubear e sem vergonha são o único caminho possível. Outro caminho é possível.
Os cipriotas perceberam-no. Não tiveram medo da ira dos céus, do inferno, do padre, da Coreia do Norte, da China ou das injecções atrás da orelha. Perceberam que o seu candidato comunista e o seu partido comunista tinham um projecto de sociedade para o seu país, um projecto seu, cipriota, que lhes servia - um projecto viável no quadro da União Europeia. Ouviram a verdade e acreditaram nela. E hoje, vivem num pequeno país com uma qualidade de vida já muito superior à dos portugueses e - melhor ainda - vivem com esperança num futuro melhor.
Porque a Linha do Vouga acredita que também em Portugal não estamos num poço sem fundo, engolidos inevitalmente num vórtice de depressão e destruição, e acredita que as propostas de Francisco Lopes são exequíveis, sérias e as únicas capazes de nos desviar desse poço sem fundo aparente, vamos votar Francisco Lopes. Porque Francisco Lopes é um candidato sério, comprometido com os trabalhadores (e o autor deste blogue é um trabalhador), com o povo e com a constituição, mas também porque - já agora - tem a tão propalada "pose de Estado" - uma dignidade e frontalidade inabaláveis e uma capacidade intelectual infinitamente superiores às da criatura ridícula que tem andado a brincar aos PR; porque, ainda, neste blogue se tem em alta conta a verdade e não há macaquinhos no sótão, este blogue aqu estará com Francisco Lopes e tudo fará para, na medida do seu alcance, fazer chegar ao maior número de leitores esta linha de esperança.
Os cipriotas perceberam-no. Não tiveram medo da ira dos céus, do inferno, do padre, da Coreia do Norte, da China ou das injecções atrás da orelha. Perceberam que o seu candidato comunista e o seu partido comunista tinham um projecto de sociedade para o seu país, um projecto seu, cipriota, que lhes servia - um projecto viável no quadro da União Europeia. Ouviram a verdade e acreditaram nela. E hoje, vivem num pequeno país com uma qualidade de vida já muito superior à dos portugueses e - melhor ainda - vivem com esperança num futuro melhor.
Porque a Linha do Vouga acredita que também em Portugal não estamos num poço sem fundo, engolidos inevitalmente num vórtice de depressão e destruição, e acredita que as propostas de Francisco Lopes são exequíveis, sérias e as únicas capazes de nos desviar desse poço sem fundo aparente, vamos votar Francisco Lopes. Porque Francisco Lopes é um candidato sério, comprometido com os trabalhadores (e o autor deste blogue é um trabalhador), com o povo e com a constituição, mas também porque - já agora - tem a tão propalada "pose de Estado" - uma dignidade e frontalidade inabaláveis e uma capacidade intelectual infinitamente superiores às da criatura ridícula que tem andado a brincar aos PR; porque, ainda, neste blogue se tem em alta conta a verdade e não há macaquinhos no sótão, este blogue aqu estará com Francisco Lopes e tudo fará para, na medida do seu alcance, fazer chegar ao maior número de leitores esta linha de esperança.
Mudança de agulha
A Linha do Vouga agora passa, e para, na Guarda. Mas está, e estará, sempre onde houver linhas de esperança para percorrer. E onde houver melancolias extremas como a da foto ao lado para contemplar.
domingo, 14 de novembro de 2010
Onde estão os malfeitores? Pela paz, contra a NATO!
A propósito da cimeira da NATO, desse encontro de malfeitores de que os nossos ridículos governantes fazem de questão de ser anfitriões, somos diariamente bombardeados com as medidas adoptadas pelas força ditas "de segurança" contra supostas ameaças de "grupos organizados" à segurança nacional - e, sobretudo, à segurança dos malfeitores reunidos.
Escandaloso no meio desta desinformação é fazer crer que, na cimeira da NATO, os terroristas e malfeitores estarão nas ruas e não reunidos em cimeira.
Mas sabemos bem qual a estratégia: em primeiro lugar, afugentar, amedrontar e aterrorizar todos os PACIFISTAS que no dia 20 legitimamente se queiram manifestar em Lisboa contra essa aliança assassina de nome NATO, que continua a guerrear e a matar muito depois das razões que supostamente estiveram na sua origem terem deixado de existir. Em segundo, preparar e treinar uns provocadores que tentem fazer estragos nas imediações da manifestação para a) justificar os estrondosos meios empregues e b) concentrar os focos mediáticos, não no descontentamento manifestado pelos milhares de pacifistas e na mensagem premente desse descontentamento, mas nos eventuais estragos causados.
Mas não resultará. No dia 20, em Lisboa, milhares de pacifistas desfilarão a favor de um mundo mais justo, mais solidário, sem ingerências imperialistas na vida soberana dos povos do mundo. Pela Paz, sim. Contra a NATO, evidentemente.
Escandaloso no meio desta desinformação é fazer crer que, na cimeira da NATO, os terroristas e malfeitores estarão nas ruas e não reunidos em cimeira.
Mas sabemos bem qual a estratégia: em primeiro lugar, afugentar, amedrontar e aterrorizar todos os PACIFISTAS que no dia 20 legitimamente se queiram manifestar em Lisboa contra essa aliança assassina de nome NATO, que continua a guerrear e a matar muito depois das razões que supostamente estiveram na sua origem terem deixado de existir. Em segundo, preparar e treinar uns provocadores que tentem fazer estragos nas imediações da manifestação para a) justificar os estrondosos meios empregues e b) concentrar os focos mediáticos, não no descontentamento manifestado pelos milhares de pacifistas e na mensagem premente desse descontentamento, mas nos eventuais estragos causados.
Mas não resultará. No dia 20, em Lisboa, milhares de pacifistas desfilarão a favor de um mundo mais justo, mais solidário, sem ingerências imperialistas na vida soberana dos povos do mundo. Pela Paz, sim. Contra a NATO, evidentemente.
domingo, 25 de abril de 2010
Serão muitos, hoje!

Serão muitos, hoje. Aqui em Viseu, na Guarda, em Lisboa, no Porto, em Almada, em Viana (do Castelo e do Alentejo), no Crato, em Alfândega da Fé, na Covilhã, na Marinha Grande, no Cadaval, em Setúbal, em Vila Real de Santo António, em Vila Nova de Gaia, em Faro... Serão muitos, e todos belos, símbolo todos os anos renascido de uma vontade, de uma inevitabilidade tão grande como a do seu perpétuo reflorescimento, de uma verdade: a de que os valores que representa, por muito que os espezinhem, por muito sofisticados que sejam os seus algozes, estarão lá, sempre presentes, sempre latentes, prontos a rebentar e florescer e inundar de fraternidade a nossa vida, a vida de todos nós, trabalhadores. E um dia, voltarão para ficar. Um dia, o cravo será mesmo uma flor perene.
Serão muitos, pois, mesmo onde os fascistas no poder crêm tudo poder fazer. Também ali, na Madeira, as ruas se encherão de cravos, símbolo de conquistas e de lutas que serão travadas até à vitória final.
Agora e sempre: 25 de Abril sempre. Fascismo nunca mais.
Etiquetas:
25 de Abril,
cravo,
democracia,
liberdade,
luta,
revolução,
socialismo
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Acordar da hibernação...
Este meu blogue tem estado a hibernar. Pensei primeiro em classificá-lo, de forma (melo)dramática, como um blogue "moribundo", mas... Não. "Moribundo" implica a ideia de morte, e essa é definitiva.
Assim, este blogue lá vai hibernando. Já poucos se lembrarão dele - não é que tenha chegado a ser lembrado por muitos, claro. Das razões desta hibernação não vale a pena falar, a não ser para dizer que são várias e, todas, de culpa própria. Responsabilidades, muitas e em várias dimensões da vida, cansaço, têm deixado algumas áreas mal servidas - e, nelas, há uma ou duas que precisariam bem mais de mim do que este blogue e os seus leitores.
Além de que aquilo em que tenho estado mais envolvido me tem afastado dos problemas de Viseu, o mote inicial deste blogue. "Linha do Vouga", o título, remete para uma realidade cada vez mais distante, cada vez mais da arqueologia dos transportes públicos - conceito (este dos transportes públicos) que está bem mais longe do imaginário e das aspirações dos viseenses do que os de "rotunda", "centro comercial", "fitness", "naite", "prédios e mais prédios que ninguém consegue pagar", etc. Pelo menos a avaliar pelos sempre estáticos resultados eleitorais, confirmados no ano que agora findou e que reforçam o poder dos caciques, dos donos da terra, dos fascistas broncos, daqueles para quem o desenvolvimento social, ambiental, cultural, económico nada significam, em detrimento das propostas justas, concretas, exequíveis e obviamente necessárias que outros - a CDU, o PCP (chamam-se assim) - propoem no concreto. A mentira, o medo e a pura parolice vencem a verdade, a dignidade, a seriedade.
Por isso, Viseu cansa-me, cansa-me pensar em Viseu e escrever sobre Viseu. E só não mando Viseu às urtigas (mesmo quando, eventualmente, a vida me levar para outras paragens) porque conheci homens e mulheres, grandes, dignos, corajosos, bons e corajosos - esses, da tal CDU e do tal PCP - que acreditam que também aqui a verdade e a plena democracia um dia vencerão - por incrível que às vezes pareça - e que a luta, em si, é já uma vitória.
Mas adiante! Quero aproveitar este momento de insónia - que paradoxalmente serviu para acordar este blogue da hibernação (por quanto tempo, não sei: a Primavera ainda vem longe) - para desejar a todos um bom ano de 2010.
Façamos por isso, lutemos por isso.
Assim, este blogue lá vai hibernando. Já poucos se lembrarão dele - não é que tenha chegado a ser lembrado por muitos, claro. Das razões desta hibernação não vale a pena falar, a não ser para dizer que são várias e, todas, de culpa própria. Responsabilidades, muitas e em várias dimensões da vida, cansaço, têm deixado algumas áreas mal servidas - e, nelas, há uma ou duas que precisariam bem mais de mim do que este blogue e os seus leitores.
Além de que aquilo em que tenho estado mais envolvido me tem afastado dos problemas de Viseu, o mote inicial deste blogue. "Linha do Vouga", o título, remete para uma realidade cada vez mais distante, cada vez mais da arqueologia dos transportes públicos - conceito (este dos transportes públicos) que está bem mais longe do imaginário e das aspirações dos viseenses do que os de "rotunda", "centro comercial", "fitness", "naite", "prédios e mais prédios que ninguém consegue pagar", etc. Pelo menos a avaliar pelos sempre estáticos resultados eleitorais, confirmados no ano que agora findou e que reforçam o poder dos caciques, dos donos da terra, dos fascistas broncos, daqueles para quem o desenvolvimento social, ambiental, cultural, económico nada significam, em detrimento das propostas justas, concretas, exequíveis e obviamente necessárias que outros - a CDU, o PCP (chamam-se assim) - propoem no concreto. A mentira, o medo e a pura parolice vencem a verdade, a dignidade, a seriedade.
Por isso, Viseu cansa-me, cansa-me pensar em Viseu e escrever sobre Viseu. E só não mando Viseu às urtigas (mesmo quando, eventualmente, a vida me levar para outras paragens) porque conheci homens e mulheres, grandes, dignos, corajosos, bons e corajosos - esses, da tal CDU e do tal PCP - que acreditam que também aqui a verdade e a plena democracia um dia vencerão - por incrível que às vezes pareça - e que a luta, em si, é já uma vitória.
Mas adiante! Quero aproveitar este momento de insónia - que paradoxalmente serviu para acordar este blogue da hibernação (por quanto tempo, não sei: a Primavera ainda vem longe) - para desejar a todos um bom ano de 2010.
Façamos por isso, lutemos por isso.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A esperança em Viseu!
Alguns blogues que apontam os caminhos da esperança em Viseu:
http://cduviseu2009.blogspot.com/
http://cduabraveses.blogspot.com/
http://cduriodelobaviseu.wordpress.com/
Esperança que se pode concretizar lá para 11 de Outubro.
Mas, para isso, antes ainda temos a grande batalha do dia 27 de Setembro, na qual tudo faremos para que Viseu tenha o seu deputado na Assembleia da República: Manuel Rodrigues, primeiro candidato da CDU.
http://cduviseu2009.blogspot.com/
http://cduabraveses.blogspot.com/
http://cduriodelobaviseu.wordpress.com/
Esperança que se pode concretizar lá para 11 de Outubro.
Mas, para isso, antes ainda temos a grande batalha do dia 27 de Setembro, na qual tudo faremos para que Viseu tenha o seu deputado na Assembleia da República: Manuel Rodrigues, primeiro candidato da CDU.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
O nojo
Hoje fui, como habitualmente, visitar a página da CDU que, além de gráfica e dinamicamente muito bem conseguida, é o melhor sítio para, diariamente, acompanhar a actividade intensa da coligação em todo o país: de facto, se procurar nas páginas impressas ou virtuais dos grandes meios de comunicação social, pouco ou nada encontrarei sobre a CDU e a sua intensa e séria actividade junto das populações. Os motivos de tal ausência são claros, mas nem sequer é isso que me traz aqui.
O que me traz aqui é a vontade de partilhar o profundo nojo pela desfaçatez, a má educação, a falta de profissionalismo e de pinga de honestidade e o servilismo aos interesses do grande capital de uma criatura que os impostos que vou pagando ajudam a financiar: a lacaia Judite de Sousa, que tive a infelicidade de ver e ouvir quando pensava ouvir e ver uma entrevista na RTP ao Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reproduzida na página da CDU. Identifica-se como "jornalista" a criatura, mas seria um insulto aos trabalhadores que dignamente exercem a profissão de jornalista aceitar tal designação.
O modo como este tipo de criatura maltrata qualquer dirigente ou militante do PCP - pelo "simples" facto de representarem a mais consequente e organizada forma de luta contra os interesses absolutamente indefensáveis à luz de quualquer direito humano que estas criaturas guardam com unhas e dentes - não é novo. Desde o tempo do fascismo, em que a ordem era "não falar nesse partido, porque não existe", até às já longas décadas de apropriação dos meios de comunicação social pelos interesses de quem prefere a morte ao comunismo (grandes possidentes de capital: captalistas), a mentira, a censura e o insulto são estratégias comuns de quem guarda o seu osso.
Mas, talvez por falta de hábitos mais recentes, talvez porque cá em casa a internet (ainda relativamente livre) tem subsitituído a televisão e os noticiários televisivos são os que nos entram pelos olhos e ouvidos num ou noutro café, não pude aguentar a provocação barata, a desonestidade, as interrupções permanentes e a falta de vergonha geral desta insignificância humana de nome Judite de Sousa, a quem são dados os meios de publicamente assim tratar um representante de uma força política (e de uma coligação de forças políticas e democratas independentes) na qual o menos consciente dos militantes e apoiantes tem uma dimensão intelectual e humana infinitamente superior à sua.
Enfim. Quando a humanidade se libertar das garras da sua opressão nas suas várias formas, a Judite de Sousa e os seus congéneres (porque, infelizmente, o lixo é fácil de reproduzir) encontrarão o seu lugar: chafurdando na lama que produziram.
Adenda: no Anónimo do Séc. XXI, a propósito do mesmo assunto, um comentador lembrou, por comparação, a entrevista feita por Mário Crespo ao mesmo Jerónimo de Sousa em Maio último. Pode ser revista aqui, a lembrar que ainda vão sobrevivendo alguns jornalistas a sério na televisão portuguesa.
O que me traz aqui é a vontade de partilhar o profundo nojo pela desfaçatez, a má educação, a falta de profissionalismo e de pinga de honestidade e o servilismo aos interesses do grande capital de uma criatura que os impostos que vou pagando ajudam a financiar: a lacaia Judite de Sousa, que tive a infelicidade de ver e ouvir quando pensava ouvir e ver uma entrevista na RTP ao Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reproduzida na página da CDU. Identifica-se como "jornalista" a criatura, mas seria um insulto aos trabalhadores que dignamente exercem a profissão de jornalista aceitar tal designação.
O modo como este tipo de criatura maltrata qualquer dirigente ou militante do PCP - pelo "simples" facto de representarem a mais consequente e organizada forma de luta contra os interesses absolutamente indefensáveis à luz de quualquer direito humano que estas criaturas guardam com unhas e dentes - não é novo. Desde o tempo do fascismo, em que a ordem era "não falar nesse partido, porque não existe", até às já longas décadas de apropriação dos meios de comunicação social pelos interesses de quem prefere a morte ao comunismo (grandes possidentes de capital: captalistas), a mentira, a censura e o insulto são estratégias comuns de quem guarda o seu osso.
Mas, talvez por falta de hábitos mais recentes, talvez porque cá em casa a internet (ainda relativamente livre) tem subsitituído a televisão e os noticiários televisivos são os que nos entram pelos olhos e ouvidos num ou noutro café, não pude aguentar a provocação barata, a desonestidade, as interrupções permanentes e a falta de vergonha geral desta insignificância humana de nome Judite de Sousa, a quem são dados os meios de publicamente assim tratar um representante de uma força política (e de uma coligação de forças políticas e democratas independentes) na qual o menos consciente dos militantes e apoiantes tem uma dimensão intelectual e humana infinitamente superior à sua.
Enfim. Quando a humanidade se libertar das garras da sua opressão nas suas várias formas, a Judite de Sousa e os seus congéneres (porque, infelizmente, o lixo é fácil de reproduzir) encontrarão o seu lugar: chafurdando na lama que produziram.
Adenda: no Anónimo do Séc. XXI, a propósito do mesmo assunto, um comentador lembrou, por comparação, a entrevista feita por Mário Crespo ao mesmo Jerónimo de Sousa em Maio último. Pode ser revista aqui, a lembrar que ainda vão sobrevivendo alguns jornalistas a sério na televisão portuguesa.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Oh não, não!
A criatura volta a atacar! Agora, ameaça "embelezar" a ecopista que substituiu a Linha do Dão (está aqui)! Não, por favor!
É que, se há coisa que o encerramento desta via férrea e a construção da ecopista não destruiram foi, precisamente, a beleza da paisagem beirã característica dos arredores da cidade, os olivais, os prados com seus rebanhos, os soutos e carvalhais alternando com vinhas e hortas, as leiras separadas por murinhos de granito recobertos de musgo por trás dos quais se elevam, gaiteiras, enormes e suculentas couves. E a ecopista, embora feita no sítio errado - onde deveriam, e devem, passar transportes públicos ferroviários -, veio trazer alguma dignidade ao caminho de terra batida mal amanhado em que aquilo se tinha convertido, e veio permitir a muitos viseenses de gema ou adopção (entre os quais me incluo), fazer umas belas e limpas caminhadas e, tranquilamente, olhar para aquilo que a região ainda vai conservando de belo, de cativante, a precisar de apoio e de medidas sérias: a convivência do homem, através do trabalho, através da vida, com o meio que o envolve. Pelo menos nos meios rurais.
Agora, o homem quer "embelezar" tudo isto! Que vai fazer? Estatuetas? Rotundas em cada (ex)passagem de nível? Relvados? Placas com o seu nome após e antes cada (ex)passagem de nível?
Levem-no, levem-no!
É que, se há coisa que o encerramento desta via férrea e a construção da ecopista não destruiram foi, precisamente, a beleza da paisagem beirã característica dos arredores da cidade, os olivais, os prados com seus rebanhos, os soutos e carvalhais alternando com vinhas e hortas, as leiras separadas por murinhos de granito recobertos de musgo por trás dos quais se elevam, gaiteiras, enormes e suculentas couves. E a ecopista, embora feita no sítio errado - onde deveriam, e devem, passar transportes públicos ferroviários -, veio trazer alguma dignidade ao caminho de terra batida mal amanhado em que aquilo se tinha convertido, e veio permitir a muitos viseenses de gema ou adopção (entre os quais me incluo), fazer umas belas e limpas caminhadas e, tranquilamente, olhar para aquilo que a região ainda vai conservando de belo, de cativante, a precisar de apoio e de medidas sérias: a convivência do homem, através do trabalho, através da vida, com o meio que o envolve. Pelo menos nos meios rurais.
Agora, o homem quer "embelezar" tudo isto! Que vai fazer? Estatuetas? Rotundas em cada (ex)passagem de nível? Relvados? Placas com o seu nome após e antes cada (ex)passagem de nível?
Levem-no, levem-no!
terça-feira, 28 de abril de 2009
Chuva e granito

Chuva e granito fazem parte do que nesta cidade me faz sentir bem. É bela, a chuva, é belo o granito, é belo o musgo, e parecem estar ali, livres, desde sempre e para sempre, à espera que os homens se libertem por sua vez e comunguem desse seu estado.
A foto não é na cidade, mas numa das serranias que a envolvem e que a moldam profundamente. É destas serranias que brota o essencial do que compõe a cidade. Por isso, a foto não é na cidade, mas também é da cidade.
domingo, 26 de abril de 2009
Cravos perenes
Ontem, ao (re)ver imagens do dia 25 de Aril de 1974 em Lisboa, do povo que encheu as ruas - o Largo do Carmo mas não só - o contraste com o que havia visto em Viseu passados 35 anos deixou-me melancólico. Não que as comemorações em Viseu tenham sido mornas ou indignas. Não que o povo que esteve não tenha participado com um sentimento de felicidade e de alívio pelo que se estava a comemorar. Se não fosse por mais, bastaria ter visto as crianças e jovens que, da parte da manhã, encheram o Rossio de cor, de felicidade, envolvendo nos seus gestos espontâneos e despreocupados o dia frio mas feliz, num espaço cada vez menos frequentado por ex-pides remoendo as "mágoas" que este preciso dia simboliza.
Mas a travagem e retrocesso que a gentalha que tem povoado os governos fez sofrer aos valores de Abril manifesta-se de modo mais óbvio lá onde o distanciamento do epicentro, o isolamento e um exército bem oleado de caciques impediram que os ares de Abril tivessem tempo de se fazer sentir em mais do que uma leve brisa. Estancaram-nos até que a contra-revolução estivesse em marcha com toda a força, e depois a coisa foi mais fácil. Por isso, por estas bandas, a imensa maioria das pessoas que fazem do trabalho o seu modo de vida ainda não percebeu que o são (pessoas). Que têm força. Que não têm que agradecer a ninguém favores que o não são, favores que são direitos. Que, se quiserem, podem ser livres. E que tudo isso se deve ao 25 de Abril, ao que milhares de homens e mulheres na clandestinidade lhes trouxeram depois de décadas de árduas e perigosas lutas.
Assim, no 25 de Abril de Viseu a multidão nada tem que ver, mesmo salvaguardadas as devidas proprções, com o que se passa noutras paragens. Pelo simples facto de que, em larga medida, nada parece ter acontecido.
Mas aconteceu. E, como dizia acima, a contra-revolução facilitou a vida aos caciques. Que baixaram as guardas. E que, ao fazê-lo, facilitaram por sua vez a vida a quem resiste. E quem resiste penetrou e criou irreversíveis focos de novas resistências, cravos de Abril perenes que, um dia destes, desatarão por aí a desabrochar e a libertar vidas e a dar-lhes verdade e dignidade.
Mas a travagem e retrocesso que a gentalha que tem povoado os governos fez sofrer aos valores de Abril manifesta-se de modo mais óbvio lá onde o distanciamento do epicentro, o isolamento e um exército bem oleado de caciques impediram que os ares de Abril tivessem tempo de se fazer sentir em mais do que uma leve brisa. Estancaram-nos até que a contra-revolução estivesse em marcha com toda a força, e depois a coisa foi mais fácil. Por isso, por estas bandas, a imensa maioria das pessoas que fazem do trabalho o seu modo de vida ainda não percebeu que o são (pessoas). Que têm força. Que não têm que agradecer a ninguém favores que o não são, favores que são direitos. Que, se quiserem, podem ser livres. E que tudo isso se deve ao 25 de Abril, ao que milhares de homens e mulheres na clandestinidade lhes trouxeram depois de décadas de árduas e perigosas lutas.
Assim, no 25 de Abril de Viseu a multidão nada tem que ver, mesmo salvaguardadas as devidas proprções, com o que se passa noutras paragens. Pelo simples facto de que, em larga medida, nada parece ter acontecido.
Mas aconteceu. E, como dizia acima, a contra-revolução facilitou a vida aos caciques. Que baixaram as guardas. E que, ao fazê-lo, facilitaram por sua vez a vida a quem resiste. E quem resiste penetrou e criou irreversíveis focos de novas resistências, cravos de Abril perenes que, um dia destes, desatarão por aí a desabrochar e a libertar vidas e a dar-lhes verdade e dignidade.
25 de Abril sempre!
Quis o acaso que o autor deste(s) post(s) andasse em paridade etária com a nossa bela revolução de Abril.
Espera o autor destas linhas que os ideais de Abril lhe sobrevivam - embora espere ter uma duração de vida normal - e se fortaleçam. Este blog e o seu autor tudo farão para dar o seu contributo, juntamente com os de muitos milhares de amigos, companheiros e camaradas, para as lutas que permanentemente teremos que travar na defesa e afirmação desses ideias.
Este ano há importantes batalhas nessa luta permanente!
Cá estaremos.
Para que o fascismo um dia não seja mais que uma triste estória.
Espera o autor destas linhas que os ideais de Abril lhe sobrevivam - embora espere ter uma duração de vida normal - e se fortaleçam. Este blog e o seu autor tudo farão para dar o seu contributo, juntamente com os de muitos milhares de amigos, companheiros e camaradas, para as lutas que permanentemente teremos que travar na defesa e afirmação desses ideias.
Este ano há importantes batalhas nessa luta permanente!
Cá estaremos.
Para que o fascismo um dia não seja mais que uma triste estória.
domingo, 22 de março de 2009
O bom cretino
Fantástico! O génio que escreveu esta coisa já conhece os resultados das eleições... que se vão realizar no final do ano! E, para lá chegar, baseou-se num inquérito tão sério na sua representativdade como o conteúdo da redacçãozeca que o Jornal do Centro lhe publicou. Para quem pensava que as sondagens eram usadas como instrumentos para condicionar o voto, e que para muitos espíritos bastariam os resultados de certas sondagens para decidir o curso dos acontecimentos - sem stresses, sem surpresas do tipo Irlanda, Chile de '73, Venezuela, ou outras -, para quem o pensava, eis que este cromo descobre que nem de sondagens (com a sua necessidade de fundamentação da amostra) precisamos: basta um inquérito num blogue (cujo mérito será, no máximo, o de avaliar as simpatias políticas dos seus frequentadores).
O resultado está decidido. O PCP não terá mais de um por cento em Viseu - nem vale a pena concorrer - e a genial figura até já tira as suas conclusões, antecipando a excitação da noite eleitoral: o PCP não tem credibilidade!
Não cabe aqui dissertar sobre a credibilidade do PCP, em Viseu ou em qualquer lado. A credibilidade, a coerência e a seriedade são qualidades que até figuras que se situam em regiões ideologicamente longínquas, mas dotadas de alguma honestidade, reconhecem no PCP.
Mas é interessante observar mais este exemplo de como os esquerdelhos assumem um anti-comunismo patológico, pouco diferente do anti-comunismo fascista. O seu principal alvo não são as injustiças e as desgraças do sistema capitalista. O seu principal alvo são os comunistas - e, em Portugal, o PCP. Daí, naturalmente, o tempo de antena que os órgãos de informação do capital lhes concedem, mesmo (ou principalmente) quando a pobreza franciscana da argumentação é confrangedora, como neste caso. Os esquerdelhos são, aliás, com frequência, pseudo-intelectuais que nunca se conseguirão livrar do pseudo.
Enfim. A figurinha tem o azar de ter concorrência, porque não faltam por aí lixeiras semelhantes.
Felizmente, a verdade não é uma fantasia esquerdelhuda. E o povo está-se nas tintas para o que estas figurinhas vomitam.
Adenda: não me lembro de nenhum comunista ter atribuído o encerramente de uma certa livraria em Viseu à falta de credibilidade do seu proprietário. O encerramento da generalidade das livrarias não vem daí. Mas, pensando bem... A capacidade de produzir lixo intelectual deve ser incompatível com a gestão de uma loja do saber.
O resultado está decidido. O PCP não terá mais de um por cento em Viseu - nem vale a pena concorrer - e a genial figura até já tira as suas conclusões, antecipando a excitação da noite eleitoral: o PCP não tem credibilidade!
Não cabe aqui dissertar sobre a credibilidade do PCP, em Viseu ou em qualquer lado. A credibilidade, a coerência e a seriedade são qualidades que até figuras que se situam em regiões ideologicamente longínquas, mas dotadas de alguma honestidade, reconhecem no PCP.
Mas é interessante observar mais este exemplo de como os esquerdelhos assumem um anti-comunismo patológico, pouco diferente do anti-comunismo fascista. O seu principal alvo não são as injustiças e as desgraças do sistema capitalista. O seu principal alvo são os comunistas - e, em Portugal, o PCP. Daí, naturalmente, o tempo de antena que os órgãos de informação do capital lhes concedem, mesmo (ou principalmente) quando a pobreza franciscana da argumentação é confrangedora, como neste caso. Os esquerdelhos são, aliás, com frequência, pseudo-intelectuais que nunca se conseguirão livrar do pseudo.
Enfim. A figurinha tem o azar de ter concorrência, porque não faltam por aí lixeiras semelhantes.
Felizmente, a verdade não é uma fantasia esquerdelhuda. E o povo está-se nas tintas para o que estas figurinhas vomitam.
Adenda: não me lembro de nenhum comunista ter atribuído o encerramente de uma certa livraria em Viseu à falta de credibilidade do seu proprietário. O encerramento da generalidade das livrarias não vem daí. Mas, pensando bem... A capacidade de produzir lixo intelectual deve ser incompatível com a gestão de uma loja do saber.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






E cá está a primeira contribuição